Doces incertezas

Palavras de uma vida tão doce quanto incerta

Agosto 23, 2008

Arquivado em: Uncategorized — Milena @ 2:38 pm

eu não sei ao certo o que vem acontecendo. também não sei como deveria estar. eu não sei porque tenho chorado. também não porque não deveria chorar. não sei ao certo como estou me sentindo. também não sei como deveria estar. não consigo dizer não. também não consigo dizer sim. quero sair correndo. mas quero também ficar aqui bem escondida. eu quero muito gritar. mas só o que eu consigo é sussurrar.

 

Talvez seja você Agosto 22, 2008

Arquivado em: Uncategorized — Milena @ 2:20 pm

Meus olhos, embaçados por lágrimas, não conseguem te encontrar. Onde está agora? Precisava tê-lo aqui. Onde é que foi parar? Precisava que me fizesse sorrir.

Estava ocupando a minha mente pra que ela não se lembrasse que nesses dias fico vulnerável. Sempre fico. Excetuando no último ano. Talvez pelo fato que eu estava tão presa à [falsa] idéia de liberdade.

Tenho mil pessoas comigo. Sinto-me bem. Mas no momento seguinte sinto falta de alguém. E muitas vezes sequer sei quem queria ao meu lado. Sei apenas que falta alguém… Talvez seja você. Talvez você tenha sido quem sempre faltou aqui.

Estava tão feliz. O que aconteceu? Eu não sei. Não que eu esteja triste, mas não estou tão segura quanto antes.

Ficar assim sem te ver não deve ter sido uma boa idéia. E ainda mais depois do telefonema que não fez. Das palavras que não disse. Da voz que se calou. Eu estou insegura lembra? Porque não me leva com você pra onde quer que fosse? Porque não me algema a sua alma e me carrega no peito? Porque não me tatua em sua pele? Porque não fica comigo de verdade?

Talvez eu tenha interrompido as suas palavras quando iria dizer, mas só eu sei quantas vezes repassei essa cena procurando o último do jogo dos sete erros. E juro que não encontro. Até fiquei em dúvida, mas quando estamos juntos, as dúvidas somem.

E agora, se eu precisasse fechar os olhos e fazer um pedido, com certeza pediria: “Que possamos ser felizes, que se for pra ser, que ele me leve onde quer que vá, que ele me algeme em sua alma e me carregue no peito, que me tatue em sua pele, que fique comigo de verdade; porque eu, ah sim, eu faria tudo isso.”

 

a velha paz Agosto 21, 2008

Arquivado em: Uncategorized — Milena @ 2:20 pm

e tudo o que se acreditou, não era. e tudo o que se teve, nunca existiu. e tudo o que se sonhou, perdeu o encanto. e tudo o que foi dito, se perdeu como bolhinhas de sabão no ar. e tudo o que se esperou, não aconteceu. mas no fim das contas, tudo foi como deveria. tudo sempre é como deve ser. e então o velho sorriso e a velha paz voltaram, ainda que nunca tenham existido de fato.

 

Controle da vida Agosto 10, 2008

Arquivado em: Uncategorized — Milena @ 9:15 pm
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não há palavras suficientes. há temores demais. nada faz sentido, a alma se perdeu em algum lugar que a memória esqueceu. o coração ora não pára de saltitar, ora precisa ser lembrado de que precisa funcionar. o tempo parou e no relógio são sempre 10:10hs. hora em que alguém pensa em mim, hora em que eu penso, e depois me esqueço. esqueço de mim mesma. esqueço do meu rosto e quando vejo meu reflexo já não me reconheço. já não reconheço a figura que o espelho mostra. por que talvez eu não seja o que você pode ver. há coisas demais sobre mim que você nem imagina e talvez seja melhor não saber. e eu que sempre pareço ter o controle da vida nas mãos, os engano e quem tem meu controle é a vida. eu que sempre me mostro cheia de mim, escondo na verdade o grande vazio. e eu que sempre escrevo pausadamente, hoje não consigo sequer trocar de parágrafo. eu que sempre falo por mil, agora me calo.

 

Premios da vida Agosto 8, 2008

Arquivado em: Uncategorized — Milena @ 8:08 am
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A vida e suas brincadeiras sarcásticas. A vida e seu humor negro. “Quanto mais se reza mais assombração aparece” mais ou menos isso. Quanto mais problemas, mais conselhos precisamos dar. Quanto menos dinheiro mais contas a pagar. Quanto maior a necessidade de novidades mais monótona é a vida.

Será que isso é algum tipo de prova? Alguma lição necessária? E que se formos aprovados ganhamos um premio?

Se for, esse premio está demasiadamente demorado!

 

Janelas da alma Agosto 7, 2008

Arquivado em: Uncategorized — Milena @ 10:41 pm
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E alguma parte se perdeu. Ficou pra trás, esquecida em alguma estante empoeirada. Estante cheia de troféus do passado. Sinto as dores de quem carrega o mundo nas costas. Mundo que insiste em arruinar-se. Estou tão cansada que até os olhos pedem pra ficarem fechados. Quem sabe fechando as janelas da alma a sujeira desse mundo pare de turva-la. Alma que já foi alva como a mais pura neve, que já foi tão cristalina quanto uma nascente. E hoje não está mais assim pelos longos quilometros que percorri. Seguirei assim pelo caminho: com o mundo nas costas, os olhos fechados e as pernas tentando manter-se firmes. Quem assim, dessa vez, eu chego ao lugar onde deveria estar indo.

 

Pensando Agosto 7, 2008

Arquivado em: Uncategorized — Milena @ 2:58 am
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Será que eu vou ou fico? Perdida.