Meus olhos, embaçados por lágrimas, não conseguem te encontrar. Onde está agora? Precisava tê-lo aqui. Onde é que foi parar? Precisava que me fizesse sorrir.
Estava ocupando a minha mente pra que ela não se lembrasse que nesses dias fico vulnerável. Sempre fico. Excetuando no último ano. Talvez pelo fato que eu estava tão presa à [falsa] idéia de liberdade.
Tenho mil pessoas comigo. Sinto-me bem. Mas no momento seguinte sinto falta de alguém. E muitas vezes sequer sei quem queria ao meu lado. Sei apenas que falta alguém… Talvez seja você. Talvez você tenha sido quem sempre faltou aqui.
Estava tão feliz. O que aconteceu? Eu não sei. Não que eu esteja triste, mas não estou tão segura quanto antes.
Ficar assim sem te ver não deve ter sido uma boa idéia. E ainda mais depois do telefonema que não fez. Das palavras que não disse. Da voz que se calou. Eu estou insegura lembra? Porque não me leva com você pra onde quer que fosse? Porque não me algema a sua alma e me carrega no peito? Porque não me tatua em sua pele? Porque não fica comigo de verdade?
Talvez eu tenha interrompido as suas palavras quando iria dizer, mas só eu sei quantas vezes repassei essa cena procurando o último do jogo dos sete erros. E juro que não encontro. Até fiquei em dúvida, mas quando estamos juntos, as dúvidas somem.
E agora, se eu precisasse fechar os olhos e fazer um pedido, com certeza pediria: “Que possamos ser felizes, que se for pra ser, que ele me leve onde quer que vá, que ele me algeme em sua alma e me carregue no peito, que me tatue em sua pele, que fique comigo de verdade; porque eu, ah sim, eu faria tudo isso.”